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Escritores revelam suas vidas como leitores - Biblioteca Viva
 

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Escritores revelam suas vidas como leitores

Um descontraído bate-papo com os escritores Aline Bei, Daniel Munduruku, Jeferson Tenório e Rafael Calça, mediado por Neide Almeida (Fio.de.Contas), trouxe grandes surpresas para a plateia do 13º Seminário Internacional Biblioteca Viva, durante o Encontro com escritores:  Entre conhecimentos, bibliotecas, leituras e literaturas, no dia 5 de julho, terça-feira.

Em uma conversa intimista, os autores convidados falaram sobre suas primeiras experiências como leitores, as quais despertaram suas paixões pelos livros e pela literatura. Na oportunidade, o público participante do Seminário pode ouvir deliciosas histórias sobre bibliotecas e outros segredinhos dos autores convidados.

Confira alguns momentos do encontro:


“Descobri o livro o Pequeno Príncipe por causa de uma aranha.”
(Daniel Munduruku)

Daniel Munduruku contou um feito inusitado sobre a aranha que o incentivou a ler. Na biblioteca da escola onde estudava e realizava pequenos trabalhos de limpeza, uma aranha insistia em fazer sua teia sobre o mesmo livro, dia após dia. “Fiquei, afinal de contas, querendo saber o que aquela aranha estava lendo. Sabem qual era? Um livro que contava a história de um menino que se perdera de seu mundo e tinha vindo parar no deserto. Era a história de O Pequeno Príncipe. Um livro que leio até hoje."

Munduruku é autor de Histórias de índio, coisas de índio e As serpentes que roubaram a noite, os dois últimos premiados com a Menção de livro Altamente Recomendável pela FNLIJ. “A literatura é um meio de expressar e difundir a cultura indígena, além de uma oportunidade de corrigir muitas distorções que influenciaram várias gerações.”, afirmou. Seu livro Meu avô Apolinário foi escolhido pela Unesco para receber Menção honrosa no Prêmio Literatura para crianças e Jovens na questão da tolerância.


“Ter livros em casa não pode ser uma exceção; tem de ser uma regra!”
(Jeferson Tenório)

Você já leu todos os livros que têm? Para Jeferson Tenório, perguntas como estas para quem gosta de livros não fazem muito sentido. “Claro que não! Mas, sabe, preciso deles comigo fisicamente”, disse. O escritor não faz segredos:  preferia comprar livros ao invés de pagar a conta de luz. “Fiquei no escuro, claro, como me apaixonei pelos livros”.

Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre, estreou na literatura com o romance O beijo na parede, eleito o livro do ano pela Associação Gaúcha de Escritores. Teve textos adaptados para o teatro e contos traduzidos para o inglês e o espanhol.


“Estar perto dos livros era uma forma de estar perto de mim e do mundo.”
(Aline Bei)

Aline Bei foi muito tímida na adolescência, quando descobriu o prazer de frequentar bibliotecas. Nascida em São Paulo, ela é formada em Letras e atriz e seu encontro com o teatro também foi um encontro com os livros, que são, segundo a escritora, uma possibilidade de expansão para a vida.

Aline Bei é autora da obra O peso do pássaro morto, vencedor do prêmio São Paulo de Literatura e do prêmio Toca, além de ter sido finalista do Prêmio Rio de Literatura, e Pequena Coreografia do Adeus, seu segundo livro.


“Os livros fazem parte de mim.”
(Rafael Calça)

O ilustrador e roteirista brasileiro de histórias em quadrinhos, ganhador dos prêmios Angelo Agostini, HQ Mix e Jabuti, Rafael Calça, teve na Biblioteca Mário de Andrade sua primeira experiência positiva com a leitura. A bibliotecária, na época, abriu um ‘código secreto' para que ele pudesse acessar todos os livros, temas e itens que quisesse. Foi a chave necessária para abrir a porta para a Literatura e para o mundo.  

Rafael Calça agradece o Seminário pelo convite, uma oportunidade de reflexão para fortalecer a representatividade nos livros infantis de forma que os pequenos leitores se vejam como protagonistas nas histórias e na vida, em meio a uma sociedade cada vez mais diversa e plural.