Rodrigo Ciríaco compartilha seus saberes e dicas em oficina sobre saraus
Postado em 11 DE agosto DE 2020
A trajetória de Ciríaco se mistura com a dos saraus, como ele mesmo contou no início da atividade. Idealizador dos projetos Pedagogia dos Saraus, Slam Rachão Poético, Biqueira Literária, do espaço cultural Casa Poética / Agência Casa Poética e criador do Sarau dos Mesquiteiros, ele participou, como autor convidado, de eventos literários no Brasil e exterior, além de ter sido integrante do conselho-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, entre 2014 e 2016. Ciríaco, que é também produtor cultural e historiador, escreveu os livros “Te pego lá fora”, “100 mágoas”, “Vendo Pó…esia” e o infantil "Menino Moleque Poeta Serelepe”.
Frequentador dos saraus da Cooperifa, ele aprofundou seu conhecimento na área quando começou a trabalhar, em 2006, com os alunos de uma escola pública, como professor na Zona Leste da capital paulista. E encontrou na experiência uma ferramenta importante para despertar o interesse de pessoas de todas as idades, até mesmo das crianças bem pequenas, pelo universo da literatura, em especial. Mas, afinal, o que é um sarau? Ciríaco prefere ver a experiência como uma festa de espontaneidade, como uma atividade cultural na qual o espectador transforma-se no centro da atenção e todos somos os artistas. Não se trata de um show de talentos, como muitos pensam, frisa ele. "Todos somos grandes nos saraus!", acrescenta.
E a realização de uma iniciativa como esta passa pela construção e reunião de elementos que Ciríaco foi elencando durante a oficina. Entre eles, o estabelecimento de um espaço convidativo (com cadeiras, de preferência), a preparação e o oferecimento de textos (deixe livros espalhados) que podem ser lidos ou apresentados - decorados mesmo, por exemplo. "Sarau não precisa de roteiro", salienta. É um exercício que não permite controle: você pode até ensaiar e preparar, mas esteja pronto para as surpresas, porque o inesperado, segundo ele, acontece mesmo! Por isso, Ciríaco indica ter sempre algumas "cartas na manga" como alguém que conduza a atividade e esteja pronto para desistências de participantes inscritos, entre outras circunstâncias.
Importante, segundo ele, é contar com um apresentador, também chamado Mestre de Cerimônia ou Mestre de Sarau, para conduzir a atividade. Este mediador deve ser alegre, criativo, mas não chamar demais a atenção. Afinal, o sarau é bom quando as apresentações se destacam!, reforça. E performances que sejam breves, não passando de 3 minutos cada, pois Ciríaco acredita na experiência como uma poesia em movimento, fluida, algo dinâmico e que desencadeie uma sequência de participações.
Em dúvida sobre o que oferecer como estímulo aos participantes de seu primeiro sarau? O palestrante, que defende o poder da literatura periférica, deixou sugestões: as obras de Ferréz, Sérgio Vaz e Mariana Féliz, o sarau do Binho (leia-se Robinson Padial), o documentário "Curta Saraus" (de 2001, dirigido por David Alves da Silva), a coletânea "O Rastilho da Pólvora", entre outros.
Você vai poder conferir estas e outras dicas compartilhadas durante a oficina em vídeo que está disponível em nosso canal do YouTube. Veja algumas imagens da atividade online, a seguir, e prepare-se porque muito vem sendo desenvolvido para seu aprofundamento e conhecimento em nossa programação. Saiba tudo nas redes sociais do SisEB: Facebook e Instagram, e aqui no site.
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