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Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB)

Incluir olhares diversos é fundamental na curadoria colaborativa

Postado em 19 DE outubro DE 2021
Crédito: Divulgação

Webinar realizado por Cida Fernandez explica os processos envolvidos em uma curadoria colaborativa
e apresenta uma prévia do curso, que acontece de 9 a 11 de novembro

Curadoria colaborativa exige planejamento, diversidade de pessoas e saberes, respeito pelas diferenças, pluralidade de pontos de vista, conhecimento do público e escuta ativa. Essas foram algumas dicas apresentadas pela bibliotecária responsável pelo programa Direito à Leitura, do Centro de Cultura Luiz Freire, e assessora do programa Prazer em Ler, da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, Cida Fernandez, durante o webinar Curadoria colaborativa para formação de acervos inclusivos e diversos, realizado no dia 14 de outubro.

O objetivo do encontro foi colocar uma lente grande angular sobre o tema para mostrar por onde começar um processo de curadoria colaborativa nas bibliotecas. Entre as etapas elencadas por Cida Fernandez estão o planejamento, que inclui uma ampla reflexão sobre o se pretende mostrar ao público, seleção dos itens mais adequados, a concepção da montagem e a disseminação. “O processo da curadoria é essencialmente comunicacional. O tempo todo você está pensando em cuidar para comunicar”, diz a bibliotecária.

Também é preciso dar atenção especial à formação da equipe, com diversidade de vozes, olhares e pessoas. “Se você vai fazer, um exemplo, acervo inclusivo, traga pessoas com deficiências para a sua equipe. Se vai constituir um acervo sobre determinado gênero literário, traga especialistas e usuários nesse assunto. Só assim será possível dar real sentido à construção colaborativa”, explica Cida.

Outro cuidado é com a amplitude do acervo, tentando sempre contemplar diferentes gêneros literários e conteúdos. O mesmo procedimento destinado aos acervos inclusivos, que necessita de variadas linguagens comunicativas, como livros em braile, audiolivros, ledores, intérpretes de libras, acessibilidade, entre outros.

O caminho para a prática da curadoria colaborativa não é fácil e requer escuta ativa, paciência, respeito às opiniões e aos repertórios e muito desprendimento para garantir a construção coletiva. “Dá trabalho, mas é uma experiência de fortalecimento de interagentes das bibliotecas e dos espaços culturais e uma oportunidade única de formar novos públicos apreciadores das artes em suas múltiplas linguagens”, finaliza.

As pré-inscrições para o curso Curadoria Colaborativa voltado para a formação de acervos inclusivos e diversos: temas, linguagens, suportes e funções estão abertas até 20 de outubro e a lista de selecionados será divulgada até 3 de novembro. O público-alvo são trabalhadores das bibliotecas públicas e as vagas serão distribuídas da seguinte forma: 70% para o Estado de São Paulo e 30% para os demais estados.