Nesta terça-feira, 29 de agosto, o Sistema Estadual de Biblioteca Públicas de São Paulo (SisEB) promoveu o curso Coaching na atuação do profissional da informação. A atividade foi realizada das 10 às 17 horas na Biblioteca de São Paulo (BSP) e teve como facilitadora a especialista Adriana Maria de Souza. Ela é mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP e docente do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP. Atua também como consultora em Unidades de Informação e como coach individual e de equipes. Na BSP, estiveram presentes cerca de 35 pessoas de 12 municípios.

Adriana explicou que coaching é o percurso, um processo que liga o ponto inicial com o final. Que as mudanças em cada um devem ser feitas de dentro e que se trata de um conjunto de técnicas para nos auxiliar a mudar as nossas ações no mundo. Mas para chegar nisso, é necessário ter um plano, um norte. Uma das maneiras é descobrir o que não se quer. Assim, vai se delimitando áreas.

A especialista Adriana Maria de Souza explica conceitos e técnicas do coaching. Crédito: Equipe SP Leituras

 

“O que você quer conquistar, qual a sua meta? É um processo generoso, que te faz pensar melhor, que mexe com o íntimo, mostrando que não existem respostas prontas e fáceis. É tentar capturar o valor do que eu coloco no mundo. Às vezes, a pessoa entende que as mudanças não podem ser feitas agora”, disse a especialista.

Na parte da manhã, o curso abordou conceitos como valores, talentos, metas de aprendizado e desempenho. Tudo isso com muita interação entre os presentes, por meio de dinâmicas e trocas de experiências. À tarde, Adriana falou de uma ferramenta chamada Stop, que é uma técnica para pensar mais facilmente a respeito dos conceitos acima. Também foi o momento do feedback, de falar sobre comunicação não violenta e dar oportunidade de elaborar o seu plano de ação pessoal.

Os participantes aprovaram a iniciativa do SisEB. A bibliotecária de Carapicuíba, Mirtes Brito, acha que o mais interessante foi reconhecer melhor o indivíduo dentro do ambiente de trabalho, “trazendo reflexões que não tinha pensado”. Esse é o mesmo mote de Lúcia Parra, bibliotecária da Unesp de São Paulo. Ela já tinha feito outros cursos do SisEB, como o EAD, e disse que a atividade serviu para rever valores e objetivos. “É uma boa oportunidade para pensar na sua carreira, na vida profissional e pessoal. Estou num momento de recomeço”. O agente de bibliotecas Edson José da Silva, de Diadema, corrobora com as colegas, dizendo que “agora é possível ver as dificuldades com outro olhar”.

Por fim, a administradora e produtora cultural Amanda de Souza Ribeiro acha que esta capacitação a ajuda a conhecer novas pessoas e ter contato com outras experiências, além de obter mais conhecimento para o projeto Leitura na grama, onde promove ações de mediação de leitura em praças e parques. “Quero identificar os potenciais de cada projeto, aliando aprendizado e desempenho. Para isso, preciso de metas. Tem coisas que estou ensaiando faz um tempo. Agora está na hora de botar no papel”, finalizou.

 

Profissionais de biblioteca tiveram que fazer dinâmicas para troca de experiências e aprendizados. Crédito: Equipe SP Leituras