Nesta quarta-feira, 4 de dezembro, teve início o 6º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (Seminário Biblioteca Viva). O primeiro dia foi realizado na Biblioteca de São Paulo. A pauta foi o desenvolvimento e fortalecimento do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e uma análise dos números de 2013.

A principal proposta foi a criação de Grupos de Difusão para o SisEB, com até nove membros, para a ampliação das atividades e melhorias na comunicação entre os membros. A inscrição dos candidatos poderá ser realizada até 20 de janeiro de 2014. A seleção será feita pela Secretaria de Estado da Cultura e pela SP Leituras, organização social responsável pela parte operacional do SisEB e pelo planejamento do Seminário.

Quem abriu as discussões na manhã da quarta-feira foi a professora da Universidade de Coimbra (Portugal), Cristina Mello. Ela comentou como são as bibliotecas públicas na Europa, apontou os avanços realizados no Brasil e falou que o evento era uma oportunidade para a troca de experiências. “As bibliotecas têm função de educação e cultura, especialmente na formação cívica”, afirmou.

Outro destaque foi a apresentação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (Sisem) pela sua coordenadora, Renata Motta. Ela analisou que tanto museus quanto bibliotecas compartilham de pontos e desafios semelhantes, como a preservação de acervos, da memória e do patrimônio. E comentou como estão estruturados os Grupos de Trabalho, que podem servir de exemplo para o SisEB. “A cultura é uma área ainda em construção no Brasil, mas é bom contar com dois sistemas que existem há mais de 30 anos e que mostram uma continuidade nas ações públicas”, falou.

Em seguida, o diretor executivo da SP Leituras, Pierre Ruprecht, fez uma defesa do conceito de advocacy. Explicou que é defender uma ideia ou causa, e também influenciar a formulação e execução de políticas públicas junto ao poder público e à sociedade. “O advocacy começa a partir de cada um de nós, que acreditamos no conceito da biblioteca viva”, comentou.

A coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leituras (UBL), Adriana Cybele Ferrari, finalizou o primeiro dia de evento *falando sobre formação e capacitação, mostrando experiências nos Estados Unidos e no Canadá. E comentou que o Sistema deve investir em educação a distância (EAD) em 2014. Por fim, lançou a proposta para a criação de Grupos de Difusão do SisEB, que seriam mais um instrumento para defender o modelo de biblioteca viva. “Estamos construindo uma estrutura para incentivar o diálogo e a formação de uma rede de ações, com objetivo de difundir e fortalecer o SisEB”, falou.

Para encerrar, Adriana destacou a importância do Seminário. “É mais uma ação para promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos que trabalham em bibliotecas, programas e projetos de mediação de leitura”, comentou. O 6º Seminário Biblioteca Viva continua nos dias 5 e 6 de dezembro, em outro endereço, no Memorial da América Latina.