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Leituras de textos criados por pessoas em privação de liberdade, egressas do sistema prisional e familiares fecharam a programação do Festival Literário Libertas, na tarde de 2 de outubro. O evento online, que contou também com debates, foi realizado pelo Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Secretaria da Administração Penitenciária e teve apoio de diversas entidades, entre elas, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Leitura Liberta, Itaú Cultural, Secretaria da Justiça e Cidadania, SP Leituras e Fundação CASA.

Do Projeto Leitura Liberta, Celinha Nascimento, educadora, militante de Direitos Humanos e coordenadora de ações educacionais na rede pública e privada conduziu os trabalhos do evento intitulado “Leitura Dramática Libertas”. Celinha conectou as performances com intervenções próprias, marcadas por sons e objetos inusitados como um binóculo, por exemplo. Raphael Pereira foi quem deu início às interpretações dos textos; entre eles os convidados também marcaram presença Rafael Barbosa, Tais Bushatsky Mathias, Alice Vincentim (em participação direto de Lisboa, Portugal), Custódia Rosa, Élida Marques, Maria de Fátima Madeira e Thaís Caramico. O retrato do cotidiano na cela, a saudade e as visitas da família, a lembrança de dias prazerosos na praia e a fé constaram entre os temas abordados nos textos.

A tarde contou ainda com a apresentação de um vídeo com trechos do livro “Antologia – Sarau – Portas Abertas da Comunidade”.  Participaram do encontro, entre outros, Mário René Rodrigues Torres (da UNILA), Sonia Aidar (do Projeto Leitura Liberta), Tatiana Carvalho (da Divisão Regional Metropolitana Campinas da Fundação CASA) e Victor Soriano (do Itaú Cultural). E, ao final da atividade, todos gravaram a leitura de uma declaração solicitando que o festival possa ser visto pela população encarcerada. Afinal, como salientado pelo grupo, ela é o motivo do evento.

Confira galeria de imagens do evento.

Ouvidoria Transparência SIC