A primeira parte das atividades ocorridas na quinta-feira, 5 de dezembro, durante o Seminário Biblioteca Viva, contou com a apresentação de dois cases sul-americanos do Chile e da Colômbia. “Ações como esta servem para fomentar o maior contato com o livro, aumentar o pensamento crítico, no qual a biblioteca pública tem papel fundamental”, pontuou o secretário de Estado de Cultura, Marcelo Mattos Araujo.

“Vamos investir cada vez mais na modernização das bibliotecas e ampliar as formas de inclusão”, disse. “Quero que todos os espaços estejam alinhados no modelo de biblioteca viva”, complementou.

A primeira palestra foi de Gabriela Jara, que contou as experiências do Centro de Recursos para a Aprendizagem (CRA) nas bibliotecas escolares do Chile. O país conseguiu uma adesão de 96% dos estabelecimentos para tornar a biblioteca um lugar de encontro democrático que receba toda a comunidade. “Uma das poucas vocações é o bibliotecário, que forma o leitor e facilita a educação dos usuários. É preciso ser um pouco visionário para fazer a diferença por meio dos livros”, falou.

Já a colombiana Claudia Giraldo relatou que no seu país existem as cajas de compesacionem 37 departamentos, administrando 284 bibliotecas. Uma novidade é que as bibliotecas de lá têm programas de extensão que levam os livros para lugares como as paradas de ônibus. “Essa iniciativa também traz uma formação para as pessoas que administram esses espaços de leitura”.

Claudia comentou também que o índice de leitura de livros no país ainda é baixo, cerca de 1,5 ao ano, enquanto na Europa este número é de 14 livros ao ano. “É necessário perguntar qual é o nosso território, descobrir quais são as comunidades carentes e que tipo de informação elas precisam”, finalizou.