A gestora cultural Daniele Torres deu início, em 19 de maio, ao Coaching – Projetos culturais – elaboração, planejamento e gestão, comandando o encontro do primeiro módulo, realizado online. Outras duas turmas fazem parte do cronograma de atividades: uma com aula hoje, 20 de maio, e a terceira, amanhã, dia 21 (pré-inscrições encerradas).

Daniele Torres, que é museóloga, com pós–graduações em história da arte, gestão cultural e comunicação empresarial, atua há mais de 20 anos com produções em diversas áreas. A expertise e o entusiasmo da condutora da aula foram compartilhados durante a tarde de aprendizados, que procurou oferecer ferramentas de planejamento para facilitar não só a criação destas atividades, mas também a gestão das ações. Daniele, sócia da Companhia da Cultura, gestora de projetos de incentivo à leitura e bibliotecas e consultora de investimento social privado de grandes empresas, também é conhecida por seu trabalho no Cultura e Mercado, além de realizar palestras e ser conselheira da Comissão de Direito das Artes da OAB-SP.

O encontro teve início com a contextualização da necessidade do planejamento de uma ação cultural, seja ela qual for. E em especial neste momento de enfrentamento de pandemia, quando a formalização e a comunicação de produto e objetivos ganham ainda mais relevância, seja em razão da viabilidade da realização e/ou captação de recursos. Diante de respostas prévias dos participantes, ela destacou questões de importância na criação dos planejamentos como sustentabilidade dos projetos, conhecimento aprofundado do interlocutor, fixação de prazos (início, meio e fim ou periodicidade) e metodologia, entre outras.

Daniele, que conhece todas as facetas deste cenário cultural (de quem financia, quem realiza e quem apresenta estas ações), sabe bem quais são os caminhos (segundo ela, longos e tortuosos) para construir um planejamento eficaz. Ela deu dicas importantes e bem práticas para serem aplicadas em diferentes tipos de projetos, como, por exemplo, só dar início à elaboração depois de ouvir todas as partes possíveis envolvidas, até mesmo aquelas menos óbvias e que podem render interessantes inputs (exemplo: às vezes, pode vir da observação do representante da logística de uma empresa, um detalhe que impactará os custos do que está sendo criado).

O diagnóstico prévio e a análise dos pontos fortes, além das fraquezas do objeto da ação, também são extremamente importantes para quem trabalha com projetos culturais, segundo ela. Daniele ressalta a necessidade de termos respostas claras sobre o que queremos com a iniciativa, quais são os propósitos sociais, conhecer os impactos e como chegaremos aos resultados. Neste sentido, ela traz uma dica que tem total relação com a comunicação: a visibilidade de “quem somos” traz maior credibilidade neste mercado cultural, não só para construir alianças com parceiros (na realização – ou seja, com prestadores de serviços, por exemplo), mas também com potenciais investidores. Ainda no contexto do comunicar, Daniele lembra do momento do pós-venda, quando devemos comunicar bem os resultados, apostando sempre na transparência.

Confira a galeria de imagens das turmas do coaching:

Módulo 1 (20 de maio)

Módulo 2 (21 de maio)

Quer saber mais sobre este e outros temas importantes para o setor? Confira nossa programação de atividades online, clicando aqui. E participe!  Aproveite este momento de enfrentamento da pandemia para aprofundar seus conhecimentos. Fique bem e sempre ligado em nossas redes sociais, onde divulgamos também ações que podem ser de seu interesse.