O Seminário Biblioteca Viva foi marcado por muitas discussões nesta sexta-feira, 6 de dezembro. O evento foi realizado no Memorial da América Latina, na auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre os debates e mesas-redondas, é possível destacar sobre literatura, livros, e a integração entre bibliotecas e escolas. Além disso, o dia foi marcado por painéis com a apresentação de cases que deram certo, em instituições do Estado de São Paulo e também do Brasil.

 

Confira algumas das frases que marcaram o seminário:

 

  • “O verdadeiro leitor é aquele que fecha o livro e pensa com o olhar da alma”, disse a professora de literatura Cristina Mello, citando o filósofo Ítalo Calvino. “Os alunos têm que refletir sobre o que aprenderam”, complementou.

  • “A literatura é importante na formação de leitores”, afirmou a professora Eliane Yunes.“A literatura, do ponto de vista metafórico é uma história que não corresponde a verdade dos fatos”, disse.

  • “É grande o sacrifício para entender a si mesmo, encontrar e conhecer o outro”, disse Eliane Yunes.

  • “A linguagem traduz o mundo, é uma forma de representar o mundo”, explicou Eliane Yunes.

  • “A gente costuma estudar para esquecer. Já a literatura mora no coração”, comentou Eliane Yunes.

  • “O livro precisa de amantes”, afirmou Eliane Yunes.

  • “O livro deve estar onde o povo está”, afirmou o secretário de cultura de Gavião Peixoto, Sérgio Silva.

  • “A biblioteca deve ser um lugar alegre e afetuoso, um lugar de alegria e fantasia”, comentou a bibliotecária Marta Nosé Ferreira.

  • “As crianças ficam deslumbradas com a perspectivas do espaço, pegar os livros e ouvir historias”, disse Marta Ferreira, ao comentar sobre o projeto Aniversário na Biblioteca.

  • “Nossa próxima ideia é dar uma festa para crianças de abrigo que nunca tiveram o que comemorar”, disse Marta Ferreira.

  • “Eu penso o livro da primeira a última pagina. Mando pronto para a editora”, afirmou o escritor Guto Lins.

  • “Faço uma defesa do livro digital, mas o papel é insubstituível”, disse Guto Lins. “Mais do que ficar com medo do livro digital, nós temos que entender as novas possibilidades. No futuro, nada vai ser como é hoje”, complementou.

  • “Se você tivesse uma mesa desorganizada e jogasse tudo no chão, o que voltaria para a mesa? Assim devemos fazer com nossos conceitos de biblioteca”, afirmou a especialista no tema, a norte-americana Gail Dickinson.

  • “Como medir o desejo de ler? Como valorizar o legado impresso para os jovens?”, indaga Gail Dickinson. “A circulação de pessoas na biblioteca não é importante. Tem um jogador de basquete que disse: ‘Eu vou perder 100% dos lances que não fiz’. Não é possível saber se os livros retirados são efetivamente lidos, apenas sabemos que as obras que ficam nas estantes não estão sendo lidas”, finalizou.

  • “Temos que entender as necessidades do público. Se isso se traduz numa biblioteca sem livros, que assim seja”, afirmou Gail Dickinson.

  • “Nós todos sabemos que não vamos ficar ricos trabalhando em bibliotecas. Mesmo assim, devemos ensinar o amor pela leitura”, comentou Gail Dickinson.

  • “As ferramentas, os carros, e até mesmo o mundo mudou. Mas as bibliotecas são como são há um século. Acredito que temos que fazer diferente”, afirmou Gail Dickinson.