Uma comunicação mais eficaz ganha ainda maior relevância nestes novos tempos, diante de questões como virtualidade e distanciamento entre as pessoas, vivenciadas em função do enfrentamento da pandemia. Em webinar realizado no final de abril, três especialistas no tema falaram sobre esta necessidade, deram dicas, referências e ofereceram ferramentas para que todos consigam se fazer compreender em suas mensagens e conteúdos.

Clara Jorgewich, Ilíada de Castro e Ricardo Buonanni foram os palestrantes no encontro, mediado por Giovanna Sant´Anna, e que salientou a atenção a elementos como escuta, leitura escrita e oralidade no comunicar no século 21. O webinar, transmitido com interpretação em Libras, destacou os impactos das mudanças, aceleradas pela pandemia, e contribuiu para que os participantes, de diversos Estados brasileiros, pudessem (re) planejar suas futuras ações no âmbito da comunicação.

Para Clara Jorgewich, que trabalhou por mais de 20 anos no mundo corporativo e tem formação em Letras e Administração, é evidente a falta de clareza na comunicação nas empresas. Ela, que focou nos processos da escrita, resumiu: “onde tem comunicação tem linguagem” e cada uma delas tem seu próprio código. “A linguagem forma e informa”, salientou, acrescentando que, sem ela, não seriamos humanos. Clara deu referências para a afirmação, lembrando a história de Mogli, o menino lobo, e do filme “O enigma de Kaspar Hauser”, de Werner Herzog. E como a língua é a linguagem de um povo, ela é utilizada como instrumento de poder, como reforçou a palestrante. A importância é tamanha que ela defende o ensino da língua, visando também o preparo dos estudantes para a aplicação no futuro como cidadãos e também profissionais. Para Clara, a decodificação de toda mensagem pode sofrer com vários ruídos e por isso deve passar pelas boas escolhas das palavras, do formato e de um prévio encadeamento de ideias, além, é claro, da clareza delas, entre outros fatores. Para saber mais sobre o tema da escrita, acesse o Instagram onde ela costuma fazer lives e dar dicas: @claramostraalingua. Clara também deixou, entre as referências, sugestão de leitura: “21 lições para o século

Por sua vez, Ilíada de Castro, doutora e mestre pela ECA/USP, fez, logo no início da apresentação, um questionamento, traçando relação com o título do webinar: “seriam os nossos tempos novos tempos?”. Ela descreveu um panorama sobre a descoberta do coronavírus e a pandemia espalhada pelo mundo, destacando mudanças no planeta e, claro, os impactos também na comunicação. “De fato, nós não sabemos o que vai acontecer no futuro, então, estes nossos temos são novos tempos!”, ressaltou, ainda oferecendo um gatilho para reflexão: estaríamos vivendo gênese ou apocalipse? Apostando nos desafios oferecidos aos participantes, Ilíada fez provocações sobre como estamos construindo a comunicação – em tempo real – nestes novos tempos. Segundo ela, é de suma importância, em especial diante destes desafios impostos pela atualidade, melhorar a comunicação, através da palavra, falada ou escrita. Para tanto, relembrou os processos fundamentais de transmissão da mensagem e destacou atenção dada ao receptor, já que é dele a tarefa de decodificar o conteúdo e, assim fechar a equação de uma comunicação eficaz. Ilíada deu várias dicas e, entre elas, detalhou a técnica do Rapport, que aproxima o emissor do receptor, por meio de uma espécie de “imitação” sutil.

Já o professor Ricardo Buonanni, que é também jornalista e escritor, dividiu sua apresentação em três etapas: como são os nossos tempos, como profissão e trabalho estão e como serão, além de o que fazer para encontrarmos uma nova realidade em condições de excelência. Ricardo iniciou a explanação com a cronologia de sua rotina, demonstrando como tudo mudou com a chegada da pandemia. Os impactos dessas mudanças na comunicação ficam evidentes e os ajustes são necessários e urgentes, como salientou. O palestrante traçou paralelos entre a visão tradicional do home office e da realidade na qual estamos vivendo e foi além, falando da inclusão em nossas vidas de caminhos tecnológicos que nos aproximam (e de que forma) dos demais, neste momento. Entre as referências apresentadas constaram os livros “Sociedade pós-capitalista”, de Peter F. Drucker, considerado o “pai” da Administração moderna, e “Chegando à paz”, de William Ury.

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