Como parte das capacitações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo, o SisEB promoveu uma atividade que discute os conceitos de acessibilidade e inclusão nas unidades vinculadas ao sistema. A biblioteca inclusiva conta com a participação plena de todos os cidadãos; a acessível, além de ser inclusiva, também olha para as necessidades de pequenos grupos como as pessoas com deficiência, imigrantes e refugiados, entre outros, conforme disse a facilitadora Renata Andrade.

Ela é especialista em Acessibilidade, Desenho Universal e Gestão Inclusiva da Diversidade, mestre em Tecnologia e Inclusão pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pós-graduada em Tecnologia Assistiva para Inclusão e Gestão da Diversidade Funcional pela Fundação Don Carlo Gnocci de Madrid e em Gestão de Recursos Humanos pela FIRB.

Nesta terça-feira, 2 de maio, a pesquisadora promoveu na Biblioteca de São Paulo (BSP), duas dinâmicas para tornar ainda mais fácil a assimilação destes conceitos. Na primeira, pediu para todos falarem sobre as dificuldades quem encontram em seus espaços culturais, com perguntas em quatro eixos: estrutura, clima organizacional, relações institucionais e público.

Na sequência, os 30 participantes foram divididos em seis grupos e deram um panorama geral que fosse comum a todos. Aí, falou-se sobre falta de pessoal, acervo desatualizado, problemas com o mobiliário, dificuldades na manutenção predial, conflitos entre o público interno, falta de compromissos entre os colaboradores, necessidade de desenvolver uma parceria mais duradoura com as secretarias municipais, prefeituras e escolas, dos problemas enfrentados com a mudança de gestão nos órgãos públicos, a falta de público, especialmente o adolescente, como aumentar a diversidade e fidelizar as pessoas que vão nestes equipamentos, entre outros tantos aspectos.

Crédito: Equipe SP Leituras

Crédito: Equipe SP Leituras

A segunda dinâmica foi um estudo de caso de bibliotecas. Esta atividade, realizada em grupo, serviu para trocar experiências e ideias de como estes centros de convivência podem ser aproximar do seu papel de protagonista. “A pergunta que se deve responder é: o que seria fundamental para a biblioteca desempenhar o seu papel social? Como transformar a biblioteca em uma prioridade?”, questiona Renata.

Uma das respostas pode estar na própria legislação. Ela conta que em janeiro de 2016 foi lançada a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Em seus pontos principais, ela tenta mudar a visão sobre o conceito de deficiência, que deixa então de ser atribuída à pessoa e mostra que a deficiência está no meio, não nas pessoas. A legislação também prevê que a acessibilidade deve ser para todos, especialmente às edificações e ambientes, em monumentos e locais de importância cultural e a espaços, que devem oferecer serviços ou eventos culturais e esportivos.

Renata diz que se for levada ao pé da letra, a LBI pode ser um bom instrumento para cobrar do poder público melhorias em todos os equipamentos e assim servir para a comunidade, seja ela deficiente ou não.

Saiba mais sobre a LBI neste link —> https://goo.gl/2XyibA

Esta capacitação também vai acontecer nas cidades do interior. Para saber mais, acesse este link do portal do SisEB —> https://goo.gl/IQqAGL