No segundo dia do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, realizado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) dentro da programação especial de 10 anos da Biblioteca de São Paulo, ocorreram três mesas. Dentre os assuntos tratados, estavam as várias funções da biblioteca contemporânea, uma avaliação e uma projeção do SisEB e uma radiografia do manifesto da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA)/ Unesco sobre as bibliotecas públicas. Novamente, o auditório da BSP ficou lotado.

O diretor-executivo da SP Leituras, Pierre André Ruprecht, aproveitou o último dia do workshop para homenagear três profissionais que contribuíram para a criação e o desenvolvimento da BSP: Sueli Motta, superintendente de Bibliotecas da SP Leituras; o bibliotecário e professor chileno Gonzalo Oyarzún; a bibliotecária Adriana Ferrari, presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários. Adriana e Sueli receberam um buquê de dálias cada uma, e Oyarzún os livros vencedores da última edição do Prêmio São Paulo de Literatura.

Pierre André Ruprecht, Adriana Ferrari, Sueli Motta e Gonzalo Oyarzún Foto: Equipe SP Leituras

Na primeira mesa do dia, “As funções social, cultural e educadora da Biblioteca Contemporânea”, com mediação da educadora social Isabel Santos Mayer, Oyarzún falou sobre sua experiência como diretor do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile e diretor da Biblioteca de Santiago. Entre outras coisas, falou de experiências como as da bibliotecas Rural Laboratorio del Espiritu, no município de El Retiro, na Colômbia, que atende as necessidades da comunidade rural local; ou da Grainnotheque, na Costa do Marfim, que tem um acervo de livros especializados e um grande acervo de sementes e grãos. “Uma biblioteca tem que se ocupar das questões da comunidade”, disse ele, em sua apresentação. “Uma biblioteca é muito mais do que só livros.”

Gonzalo Oyarzún e Isabel Mayer Foto: Equipe SP Leituras

Letícia Fagiani, bibliotecária que acompanhou a palestra pela conta do SisEB no Instagram, disse: “Incrível, toda biblioteca que ‘dá certo’ é aquela que está conhecendo as necessidades, não só informacionais do seu entorno. Eu informo sobre melhores maneiras de plantio, mas te ofereço a semente. Eu te ofereço diversão e cultura, mas te dou afeto. É muito emocionante ver pessoas cuidando de pessoas… isso é a biblioteca de hoje para mim.”

A parte da manhã foi encerrada com a mesa “O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo: avaliação e desafios”, com as participações das educadoras Isabel Ayres e Marilena Nakano, e do gestor cultural Paulo Bernardes, sob mediação de Sueli Motta, superintendente de Bibliotecas da SP Leituras. Os três compartilharam suas experiências à frente de projetos como a Biblioteca de Birigui, a Rede Cultural Beija-flor de Pequenas Bibliotecas, em Santo André, e a Biblioteca Walter Wey, da Pinacoteca, em São Paulo.

Sueli Motta, Paulo Bernardes, Marilena Nakano e Isabel Ayres

O Workshop Internacional Mediação, na parte da tarde, foi na companhia de Adriana Ferrari, de Gonzalo Oyarzún e de Pierre André Ruprecht, compondo a mesa-redonda “Bibliotecas em rede e os 25 anos do manifesto da IFLA/Unesco sobre bibliotecas públicas”. Enquanto Adriana fez um breve histórico do manifesto em apoio às bibliotecas públicas do mundo inteiro, Oyarzún promoveu uma espécie de debate sobre propostas de mudanças e atualizações no para serem enviadas ao próximo Congresso da IFLA.

Gonzalo Oyarzún, Adriana Ferrari e Pierre André Ruprecht Foto: Equipe SP Leituras

Realizado pelo SisEB, com execução da SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura, o evento tem como objetivo principal a formação geral e crítica de profissionais das áreas da biblioteca, leitura e literatura para atuar no campo da mediação.