Ideia Simples 30

Os lançamentos precisam chegar logo às prateleiras. Quem vai à biblioteca também está à procura deste tipo de livro.

O que as pessoas esperam encontrar na biblioteca de sua cidade? Existem inúmeras respostas para esta pergunta, mas, de um jeito ou de outro, todas dependem – além da expectativa do usuário – do tipo de biblioteca que está à sua disposição. Pode ser um ambiente acolhedor, com gente preparada para ouvir e oferecer informação, um espaço para estudo, um lugar para pensar, discutir e criar, com histórias para ouvir, e naturalmente livros, revistas, jornais para ler.

Se for uma biblioteca onde o cidadão está em primeiro lugar, tudo isto estará ao seu alcance: a produção literária mais recente, os lançamentos mais importantes e os livros clássicos mais procurados, livros que são assunto de conversas entre leitores. Quem vai à biblioteca também está à procura deste tipo de livro.

Como as livrarias, as bibliotecas também “vendem” livros. Na verdade, promovem a literatura e facilitam o acesso à imaginação, ao conhecimento, à informação e ao entretenimento de seus leitores. Para que isso aconteça, como no comércio, precisam ter um espaço privilegiado para expor os livros, além de indicar as recomendações para promover sua leitura

Realizar essa oferta com sucesso exige que as bibliotecas façam aquisições contínuas, mesmo que em pequenas quantidades. Esta prática tem se revelado mais eficiente do que promover grandes aquisições de tempos em tempos, pois entre uma compra e outra não chegam novidades ou solicitações dos leitores, o acervo fica desatualizado e desconectado com a demanda dos leitores, e assim, a “clientela” desanima.

É importante relembrar que não se formam acervos estimulantes e de qualidade apenas com sobras, doações ou compras muito esporádicas. Sem critérios de aquisição regular, descarte e desbaste, o resultado são estantes repletas de livros de baixo interesse, o que serve apenas para espantar a “freguesia”.

Veja aqui o Caderno de Práticas do SisEB

E o que deixou de ser novidade?

Livros desatualizados, deteriorados e inadequados não estão somente em nossas bibliotecas. São tão frequentes que a IFLA (Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecários) faz recomendações específicas para o descarte de livros com o objetivo de manter a qualidade das coleções. A faxina deve ser criteriosa, contínua e sistemática.

Em muitos casos, a solução mais apropriada é simplesmente a reciclagem do papel. Seguindo esta orientação, vários municípios já definiram em lei os critérios para o descarte e uso da receita obtida com a venda de materiais descartados. Veja um exemplo aqui.

Sem drama, remorso e dentro da lei, estão comprando livros novos para o acervo da biblioteca, aumentando a oferta de cultura, educação e entretenimento em retribuição aos impostos pagos pelos cidadãos. É uma ideia simples que funciona para todo mundo.

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